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Supermercado e filhos: receita para uma convivência pacífica

Levar os filhos ao supermercado pode ser mais perigoso do que fazer um safári. Estas pequenas criaturas já nascem programadas para querer tudo o que vêem pela frente, capacidade esta que a o avanço na idade mal consegue controlar (quando consegue). E para piorar o quadro, a tecnologia do varejo de auto-atendimento está anos-luz à frente da sua capacidade de dizer ‘não’. Produtos em embalagens coloridas e convidativas são postos à altura dos olhos dos pequenos, cujos cérebros já foram devidamente amaciados pela propaganda nos intervalos dos programas infantis. Por tudo isso, muitos pais simplesmente evitam ao máximo levar os seus filhos ao supermercado, programa de fim de semana de muitos brasileiros.

Lamento dizer, mas estão perdendo uma oportunidade de ouro de convivência e, de quebra, uma forma muito natural e intuitiva de introduzir conceitos de economia doméstica.

Em primeiro lugar, os filhos ganham muito ao observar como os pais escolhem os produtos. Como cotejam dois produtos entre si, o preço de cada um, a qualidade, a marca. Os pais podem aproveitar esta oportunidade, e explicitar para os filhos qual o seu processo de escolha. Tal produto custa X, contra Y do seu concorrente, mas note como a embalagem é maior, de modo que o preço por gramas acaba sendo menor. Ou, apesar deste produto ser mais caro, dura mais que o seu concorrente mais barato, de modo que vale mais a pena. São conceitos que serão úteis ao longo de toda a vida.

Uma segunda forma de fazer uma limonada deste limão é atribuir um orçamento para o filho. Por exemplo, R$ 5,00 (este valor pode mudar dependendo das condições econômicas da família e da idade da criança; aqui, o bom senso dos pais comanda). A criança tem aquele montante para gastar na sua visita ao supermercado. No início, ela vai se perder, pegando várias coisas que somam mais do que o dinheiro disponível. Aí entra o papel dos pais na orientação de seus filhos, explicando que não será possível levar tudo aquilo. A criança deverá escolher, o que será um exercício de restrição orçamentária a que todos nós estamos bem acostumados no nosso dia-a-dia. Claro que tudo isso deve ser combinado previamente com a criança, que normalmente tem um faro aguçado para regras. O que é combinado com as crianças normalmente não sai caro. Obviamente, isto funciona para crianças já com um certo discernimento, acima de 3 ou 4 anos de idade.

Por fim, a hora do caixa: a criança deve acompanhar o valor da compra, como você paga, enfim, todos os trâmites que envolvem a compra, e transmitem o conceito de que as coisas não caem do céu, nem se criam dentro dos armários.

A visita ao supermercado com os filhos pode deixar de ser um exercício de tortura para ser um instrumento de educação financeira e para o consumo consciente. Depende de você.

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Crédito: Free Digital Photos / Digitalart

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