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O essencial, o necessário e o supérfluo

copo de agua natural    copo de agua com gelo  pellegrino

Começo este post com três amostras do mesmo produto: água. Apesar de ser o mesmo produto, você vai concordar que são bem diferentes entre si. Em primeiro lugar, um copo de água natural. Água é essencial à vida. Sem água, o ser humano não vive mais do que cinco dias. A segunda figura também mostra um copo de água, mas agora gelada. Às vezes, dependendo do calor, não basta água, tem que ser gelada. Finalmente, a terceira figura é de uma garrafa de Pellegrino. Para quem não conhece, é água com grife. Chega a custar R$ 10 a garrafa nas melhores casas do ramo.

Pois bem: esta é a diferença entre o essencial, o necessário e o supérfluo. Água é essencial. Água gelada pode ser bem necessária, mas se não tiver, dá para se virar com água natural. E água Pellegrino é absolutamente supérfluo.

Para termos uma vida de consumo saudável, é preciso distinguir com a maior clareza possível estes três níveis de necessidade. No caso da água foi fácil. Mas nem sempre é assim.

Certamente já paramos para pensar um dia em como conseguíamos viver sem celular quando este não existia. Hoje trata-se de uma necessidade, mas que antes não existia. O mesmo com o computador, automóvel, geladeira e todas as conquistas da tecnologia. Certo, uma vez se acostumando, não há como voltar atrás. Tornam-se coisas necessárias. E, para alguns, essenciais.

Mas a coisa muda de figura quando passamos um aperto financeiro e temos que fazer escolhas. O orçamento já não paga tudo a que estávamos acostumados, e precisamos nos livrar do supérfluo e, às vezes, até do necessário, para ficar com o essencial. Saberíamos fazer isso, se preciso fosse?

Mas esse exercício não é útil somente quando o cobertor fica curto. Muitas pessoas reclamam que não conseguem poupar nada, que o salário é mais curto que o mês. Esse é o típico caso em que um exercício de essencial/necessário/supérfluo cairia bem. Faça isso: pegue uma folha de papel e faça três colunas: uma para suas despesas essenciais, outra para as necessárias e outras para as supérfluas. O exercício será bem sucedido se você conseguir classificar pelo menos 10% do seu orçamento como supérfluo. Corte essas despesas e poupe o resultado.

Note que não há uma receita única. Para alguns, comer fora todo domingo é essencial. Já outros não conseguem respirar se não tiverem uma TV por assinatura. O importante é descobrir aquilo que é superfluo para você. Se depois de muito esforço, você não conseguir classificar nada como supérfluo, provavelmente você é um pobre escravo do consumo, e não vai conseguir tomar as rédeas de sua situação financeira. Mesmo que venha a ter muito dinheiro.

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7 Comentários

  1. Thaty disse:

    Ótimo texto!

    Foi parar na nossa página do Facebook do Bebê Carbono Zero (destinada ao consumo consciente para bebês):

    “Já parou para pensar o que é essencial, o que é necessário e o que é supérfluo nas compras do bebê?

    Vale também para as compras da vida adulta! Só não tem regra geral, já que cada um sabe onde o calo aperta!”

  2. Bruna disse:

    Adorei essa reflexão da água! Uma ótima maneira de explicar de forma simples a diferença entre os três pontos. Parabéns pelo blog!

  3. Anônimo disse:

    Marcelo,

    Sugestão de pauta para o blog: planos de previdência PGBL e VGBL? Vale a pena? Em quais circunstâncias?

    Parabéns pelo nível do blog.

  4. Anônimo disse:

    Marcelo: parabéns pelo blog! Textos sensatos, objetivos e com uma excelente visão de mundo.

  5. Roberto Pina Rizzo disse:

    Lembrando que o maior supérfluo do mundo são os JUROS.

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