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Muller e a Teoria do Gás

Reportagem de ontem no UOL dá conta de que Muller, bi-campeão mundial pelo São Paulo e campeão mundial vestindo a camisa da seleção brasileira em 1994, quebrou. Segundo ele mesmo diz, gastou seu dinheiro com “amigos, mulheres e vaidades”. Chegou a ter 20 carros, hoje mora de favor na casa de um amigo.

Mas que diabos aconteceu???, pode perguntar o amigo.

Ora, aconteceu exatamente o previsto pela Teoria do Gás, de minha autoria. Segundo a Teoria do Gás, o orçamento funciona como um recipiente, e os gastos são como o gás. Não importa o tamanho, a teoria prevê que o gás vai ocupar todo o recipiente, e vai começar a pressioná-lo. Se não tomar cuidado, o recipiente explode. Veja mais detalhes no post O orçamento doméstico e a Teoria do Gás.

Foi exatamente o que aconteceu com o ex-jogador. A maioria de nós, que luta para fazer o orçamento chegar ao final do mês, não consegue imaginar como uma pessoa que ganhou milhões de reais durante a sua carreira pode ter gastado tudo e mais um pouco, a ponto de quebrar. Mas não é tão difícil de entender. Vejamos.

Coloque-se na posição de uma pessoa que ganha o equivalente a 1 dólar por dia. Esta é a definição de miséria, segundo o livro Poor Economics, que comentamos no post Necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais. Para esta pessoa, não cabe  na cabeça que um indivíduo que ganhe, digamos, R$ 1.000 por mês, possa passar necessidade. E passa, não é mesmo? Por que?

É a Teoria do Gás. Digamos que você esteja escolhendo um carro para comprar. O que normalmente você faz?
Alternativa A: escolhe um carro suficiente para as suas necessidades básicas. Tipo aquele que anda para frente, para trás e para os lados.
Alternativa B: escolhe o carro mais luxuoso que o seu orçamento pode suportar, e provavelmente mais um pouco.
E assim vai.

Ficamos abismados quando vemos um milionário quebrar. Mas o processo é basicamente o mesmo, só que em um patamar bem mais alto: expande o orçamento, expande o orçamento, até o recipiente explodir. A lição a se tirar é a seguinte: quebrar ou não quebrar é uma escolha, não um destino. Cada um faz do seu orçamento o que quiser, e vai colher os frutos do que plantar. Nada substitui as suas escolhas. Se você está passando necessidades, a não ser que seja por um grave imprevisto, provavelmente foi porque fez escolhas erradas. Como fazer para sair dessa situação? Faça como o Muller: comece tudo de novo, com disposição de fazer as escolhas certas, mesmo que custem.

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2 Comentários

  1. Anônimo disse:

    É por isso que eu só compro FORD KA. A cada 4 anos eu compro um outro novo, só pra não gastar com manutenções que surgem após certa idade de uso. Por que FORD KA? Ora, porque é o mais barato!!! Basicão! Sem kit play-boy, sem kit-nenhum! E se me dessem um bom desconto para entregar o carro sem um dos bancos eu aceitava! rsrsrsrs

    PS: O Fiat UNO é mais barato, mas aquilo não é carro, né?… (vixe, é teoria do gás?)

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