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Festas Juninas, o seu orçamento e a educação financeira dos filhos

Estamos na época das onipresentes Festas Juninas! São raras as escolas que não promovem estas tradicionais festas, e certamente grande parte de nós têm lembranças de infância, boas e não tão boas. Eu, por exemplo, até gostava das comidinhas, mas dançar quadrilha era um martírio…

As escolas promovem estas festas com vários objetivos: resgatar e manter tradições, fomentar o convívio social de alunos e pais e, porque não dizer, arrecadar fundos. A venda de alimentos e as barracas de jogos podem ser uma importante fonte de receitas. E é aí que mora o pesadelo dos pais e mães de família: como não quebrar as finanças familiares entre pescarias, quentões e quadrilhas? Se você não toma cuidado, pode até parar na cadeia… Por que isso acontece? A dinâmica natural é conhecida: as crianças vêm até você e pedem dinheiro. Você dá. E assim durante a festa toda. De vez em quando, você sente que está gastando um pouco demais. Mas quem consegue resistir aos insistentes pedidos dos pequerruchos?

Pois bem, existe uma receita simples para que as festas juninas sirvam como uma excelente ocasião para educar financeiramente os seus filhos e, de quebra, conseguir manter-se longe da bancarrota. A receita é simples: estabeleça um orçamento inicial, que você acha razoável gastar em um evento deste tipo. Imagine, por exemplo, o que você gastaria em uma refeição fora de casa com a família. Digamos que seja R$ 100.

Normalmente nessas festas, você compra as fichas com antecedência em uma espécie de caixa central. Pois bem, você vai lá, e compra os R$ 100 em fichas. Este será o seu gasto máximo. Se você fizer isso, já conseguiu fugir do primeiro erro básico nessas festas: ir comprando aos poucos, e aos poucos ir perdendo o controle daquilo que você gastou. Muitas pessoas chegam ao final dessas festas sem nem saber quanto gastou!

Com os R$ 100 em fichas em mãos, você está preparado para o segundo passo: distribuir as fichas entre os seus filhos, não esquecendo que deve sobrar fichas para você também. O importante nessa distribuição é deixar claro para os filhos que aquele montante é o TOTAL disponível para gastar naquele dia. Dependendo da idade das crianças, os pais podem antes comprar comida, e só depois distribuir as fichas, pois pode acontecer de os pequenos gastarem todas as fichas em jogos e brincadeiras, “esquecendo-se” de se alimentar.

O mais importante desse sistema é realmente LIMITAR o total de fichas. É líquido e certo que as fichas terminarão ANTES que as crianças estejam saciadas. Isso acontece conosco também, não é mesmo? O salário termina antes do mês, e precisamos de mais fichas para fechar o orçamento. Para que a experiência realmente funcione, é preciso que os pais resistam bravamente ao choro e súplicas dos pimpolhos por mais fichas. O máximo que se pode conceder é o gasto por conta da mesada que está guardada em casa. (Não faça, em hipótese alguma, adiantamento de mesada. Evite acostumá-los a viver de crédito desde cedo).

Desta forma, as Festas Juninas servirão também como uma forma de educar financeiramente os filhos. Claro que esta experiência só faz sentido para as crianças a partir de uma determinada idade, a partir da qual já têm alguma noção de dinheiro. Espera-se que as crianças entendam que o orçamento é limitado, que devem fazer escolhas e eleger prioridades. E que, na vida adulta, na maior parte das vezes, não terá o papai para pedir mais fichas. A não ser que você seja o Eike Batista.

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