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Adequatio mentis ad rem

Calma, não entre em pânico! Não vou começar a escrever um post em latim, mesmo porque, infelizmente, não domino este idioma. Mas, várias expressões em latim são muito úteis para transmitir conceitos universais. Esta é uma delas: adequatio mentis ad rem – conforme sua mente à realidade.

A primeira vez que vi está máxima foi na assinatura do e-mail de um economista. Perguntei o que ele queria dizer com aquilo. Respondeu que esta é (ou deveria ser) a máxima dos economistas: “conforme sua mente à realidade”. Os economistas, assim como os analistas de todos os gêneros, tendem a criar as suas teorias sobre as coisas, e tentam enquadrar a realidade nas suas teorias. Se a realidade não bate com a sua teoria, que se dane a realidade. Trata-se, portanto, e antes de mais nada, de uma proclamação de humildade: a realidade está fora do analista, não dentro. O analista deve curvar-se à realidade, e tentar explicá-la, não criá-la. Um exemplo: digamos que certo economista tem a teoria de que a economia brasileira está prestes a deixar a recessão para trás. Apesar de sucessivos dados desmentirem a sua teoria, o economista continua com sua crença, desdenhando os dados concretos, e esperando o triunfo de sua teoria para logo mais.

Mas o que isto tem a ver com o controle das finanças pessoais? Tudo a ver. Assim como os economistas devem render-se à realidade das coisas quando analisam os grandes fatos da macroeconomia, nós também precisamos nos render à realidade das coisas quando analisamos o nosso próprio orçamento. Para que isso seja possível, são necessários três passos:

1. Conhecer o próprio orçamento

2. Aceitar o próprio orçamento

3. Atuar sobre o próprio orçamento

Muitas famílias, por incrível que possa parecer, não andaram sequer o primeiro passo. Não conhecem o próprio orçamento: não sabem quanto ganham, quanto gastam e onde gastam. Confundem salário bruto com salário líquido, fazem compras parceladas achando que, assim, o orçamento aguenta, pegam dívidas que se tornam impagáveis. Tudo isso porque não conhecem o próprio orçamento!

O segundo passo é propriamente a aplicação da máxima “adequatio mentis ad rem”. Uma vez conhecido o próprio orçamento, o indivíduo ou a família devem adequar o seu estilo de vida a este orçamento. É a realidade que bate à porta, e é melhor atender. Muitas famílias vivem acima de suas posses, muitas vezes porque não conhecem o seu orçamento, mas outras porque se recusam a viver dentro da realidade. Adequatio mentis ad rem…

O terceiro passo é mudar esta realidade. Senão no presente, pelo menos no futuro. Atuar sobre o próprio orçamento é, ativamente, adequá-lo aos seus objetivos de vida. Isto significa fazer o dinheiro trabalhar para você, e não o contrário. A este respeito, lembro do primeiro filme da trilogia Matrix (quem não assistiu, recomendo!), em que o protagonista Neo vai, aos poucos, ganhando domínio sobre a realidade que o cerca, até dominá-la completamente. Não me entenda mal: não se trata de mudar a realidade, mas de compreendê-la a tal ponto que tudo se torna possível. Ao ganhar um nível superior de compreensão do próprio orçamento, será possível dominá-lo para que ele trabalhe para os seus sonhos de curto, médio e longo prazos.

E como dar estes três passos? Além de disciplina e auto-controle, é preciso saber o caminho das pedras. Blogs como este podem ajudar, mas claramente não são suficientes. Por isso, mais uma vez, render-se à realidade significa buscar ajuda especializada. Um Planejador Financeiro Pessoal pode ser este profissional que ajudará você nesta caminhada. Se você quiser saber mais, entre em contato conosco usando o formulário de contato no menu acima.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos
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