Scroll Top

Como fazer um orçamento

9. Lidando com moedas estrangeiras

Está ficando cada vez mais comum lidarmos com outras moedas, principalmente o Dólar. Seja em viagens internacionais, seja para o pagamento de compras, seja ainda para bancar os estudos internacionais dos filhos, é preciso também controlar os gastos denominados em outras moedas. O complicador, aqui, é que normalmente os nossos rendimentos são em Reais, e a cotação do Dólar ou do Euro varia diariamente. Como então casar as duas coisas?

Em primeiro lugar, o seu orçamento sempre estará expresso em Reais. Portanto, o Real é a moeda base, e todas as despesas, independentemente da moeda em que foram feitas, devem ser convertidas para o Real. Tendo esta regra geral em mente, vamos ver como concretizar para os diversos meios de pagamento específicos.

No caso do cartão de crédito, a conversão é feita pela própria empresa do cartão. A fatura é em Reais, e cada despesa está expressa em reais. Neste caso, então, basta contabilizar, no seu orçamento, cada despesa pelo seu valor em Reais.
Mas no caso de gastos em dinheiro vivo, cartão de débito ou travellers checks, a coisa complica um pouco. Isso porque os seus gastos são feitos em Dólares, e ninguém calcula a conversão desses gastos para você. Mas você não vai perder o controle só por causa disso.

A mecânica, na realidade, é muito simples: quando você compra Dólares ou travellers checks, ou coloca Dólares no seu cartão de crédito, você gasta um certo montante em Reais, o que inclui o câmbio propriamente dito, além dos eventuais impostos e taxas bancárias. Vejamos um exemplo. Digamos que você tenha colocado no seu cartão de débito a quantia de US$ 1.000, ao câmbio de R$ 2,30 por Dólar. Portanto, você gastou R$ 2.300. Além disso, teve que pagar IOF de 6,38% e uma taxa do banco no valor fixo de R$ 25. Portanto, você gastou, no total:

  • Câmbio: R$ 2.300,00
  • IOF: 6,38% x R$ 2.300,00: R$ 156,40
  • Taxa bancária: R$ 25,00
  • Total: R$ 2.481,40

A taxa de conversão, considerando todas as despesas, foi de R$ 2,4814 (R$ 2.481,40 / US$ 1.000,00). É esta taxa de conversão que você vai usar para registrar as suas despesas. Por exemplo, digamos que você tenha comprado um lindo par de tênis em um outlet pela bagatela de US$ 50. Quando você for contabilizar este gasto, deverá entrar o valor em Reais: 50 x R$ 2,4814 = R$ 124,07. Se você fizer todas as contas corretamente, quando os seus Dólares terminarem, o saldo da sua conta em Reais também estará zerado.

Veja no vídeo a seguir como usar o software YNAB4 para controlar os seus gastos em moedas estrangeiras.

Se você quiser adquirir o software YNAB4, clique no botão abaixo:

Eu quero o YNAB4!

(Atenção: foi lançada uma nova versão do YNAB4, chamada simplesmente de YNAB. O treinamento deste site foi desenhado para o YNAB4, e não para a nova versão).

Gostou? Compartilhe aqui!
Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedintumblrmailFacebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedintumblrmail

Sobre o autor | Website

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

2 Comentários

  1. Igor disse:

    Muito bom o blog! Acho que o interessante nesse tópico seria discutir a dificuldade de se estabelecer quanto custará um bem comprado em dólares no cartão, uma vez que a cotação só vai fechar no futuro. Por exemplo:

    No dia 20/09, faço uma compra de um livro por USD 100,00. A preços do dia (+ imposto e etc), a cotação seria 2,30 BRL/USD. Suponha que meu cartão vence no dia 12/10, e o fechamento do câmbio será dia 09/10.

    Neste caso, eu registraria que vou gastar BRL 230 pelo livro no dia 12/10, certo?

    Só que o dólar no dia do fechamento dificilmente se manteria na mesma cotação. Supondo que ele fechou a 2,48 BRL/USD no dia 09/10, isto faria com que o livro custasse BRL 248 em vez de BRL 230.

    Nestes casos, será preciso corrigir o valor gasto assim que sua conta de cartão de crédito chegasse.

    Vale a pena incluir esse aviso pro pessoal! Ou se você tiver alguma solução boa, explicá-la.

    Abraços e bom trabalho!

    • Marcelo Guterman disse:

      Igor, obrigado pela dica! Vou deixar a resposta aqui e, quando tiver um tempo, remendo o vídeo.
      Como eu faço: registro o gasto pelo valor que vem na fatura do cartão. Este câmbio é defasado, pois o que vale mesmo é o câmbio do dia do pagamento. Na fatura seguinte vem o ajuste, para mais ou para menos, sob uma rubrica do tipo “diferença de câmbio”. Eu então criei uma categoria de gastos chamada “diferença de câmbio”, e jogo essa despesa (ou receita) lá. Como normalmente o valor não é grande, fica registrado como um gasto não determinado. A forma mais exata de fazer seria ajustar o registro de cada gasto com a diferença, mas dá muito trabalho e não é realmente material.
      Espero ter ajudado.

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.