Encontre aqui a calculadora que resolverá o seu problema!

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Carro x Taxi

Veja nesta detalhada calculadora o que vale mais a pena!

À vista ou a prazo?

Quem já não se deparou com este dilema diante do caixa da loja?

PGBL x Tesouro Direto

Escolher entre PGBL e Tesouro Direto envolve muitos detalhes.

Aposentadoria

Quanto devo poupar para usufruir de uma aposentadoria tranquila?

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Alíquota efetiva do IR

Quanto efetivamente você está pagando de imposto de renda?

Calculadora Financeira

Juros, Valor Presente, Valor Futuro, Número de Parcelas, Prestações...

Calcule a sua inflação

O IPCA é uma coisa, a sua própria inflação é outra bem diferente.

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Planilha Aposentadoria

Uma planilha completa para você calcular a sua aposentadoria!

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Pirâmide de Renda

Você é mais rico do que quantas pessoas no Brasil? Confira aqui!

Futura Calculadora

Espaço para uma futura calculadora.

Futura Calculadora

Espaço para uma futura calculadora.

Aprenda a fazer um orçamento. De verdade!

O You Need a Budget é um software para controle de orçamento doméstico muito simples e prático. Feito para aqueles que não querem tratar sua casa como se fosse uma empresa.

Você já tentou encontrar uma roupa em um armário bagunçado? O que seria uma tarefa simples transforma-se em uma saga que pode durar horas. Não é diferente quando se trata de suas despesas.

Chamamos de contas todos os "bolsos" de onde o seu dinheiro sai e onde o seu dinheiro entra. Veja aqui como organizar as contas, de maneira a tornar o seu dia-a-dia muito mais organizado!

Os gastos em dinheiro vivo não são, provavelmente, a maior fonte das suas despesas. Mas com certeza são os gastos sobre os quais você tem menos informações. Veja aqui como controlar essas despesas!

Se você recebe a sua remuneração em uma conta corrente bancária, ela torna-se o coração do seu orçamento. Por ela passa todo o dinheiro que você usa no seu dia-a-dia. Veja aqui porque é importante manter o controle da sua conta corrente!

O cartão de crédito, ao lado do cheque especial, é o grande bicho-papão das suas finanças. Pelo menos, é isso o que dez entre dez consultores de finanças pessoais dizem. Mas será mesmo? Veja aqui como domar o cartão de crédito e torná-lo seu aliado!

Os cheques pré-datados, ao lado do cartão de crédito, são a típica fonte de confusão em qualquer orçamento doméstico. É muito comum passar cheque pré-datado, anotar no canhoto e esquecer de controlar. Resultado: estouro de conta e juros no cheque especial.

Saber o tamanho das suas dívidas é o primeiro passo para pagá-las. Assim, é essencial que você acompanhe as suas dívidas com uma certa periodicidade. Veja aqui como fazer isso com o software You Need a Budget.

Há basicamente dois tipos de investimentos: os de curto prazo e os de longo prazo. Saiba aqui a diferença entre eles, a sua relação com o seu orçamento, e como acompanhá-los com o software YNAB.

Está ficando cada vez mais comum lidarmos com outras moedas, principalmente o Dólar. Seja em viagens internacionais, seja para o pagamento de compras, seja ainda para bancar os estudos internacionais dos filhos, é preciso também controlar os gastos denominados em outras moedas.

Qualquer orçamento começa pelas receitas disponíveis para você gastar. Veja aqui os 5 tipos de receitas que existem, e como registrá-las e usá-las no seu orçamento.

Este é, sem dúvida, o artigo mais importante desta página. É onde, efetivamente, você vai aplicar todos os instrumentos que viemos abordando nos artigos anteriores. E é onde você, de fato, vai entender como manter o seu orçamento em ordem.

O You Need a Budget é um software para controle de orçamento doméstico muito simples e prático. Feito para aqueles que não querem tratar sua casa como se fosse uma empresa.

Confira as últimas do blog!

Adequatio mentis ad rem
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Adequatio mentis ad rem


Calma, não entre em pânico! Não vou começar a escrever um post em latim, mesmo porque, infelizmente, não domino este idioma. Mas, várias expressões em latim são muito úteis para transmitir conceitos universais. Esta é uma delas: adequatio mentis ad rem – conforme sua mente à realidade.

A primeira vez que vi está máxima foi na assinatura do e-mail de um economista. Perguntei o que ele queria dizer com aquilo. Respondeu que esta é (ou deveria ser) a máxima dos economistas: “conforme sua mente à realidade”. Os economistas, assim como os analistas de todos os gêneros, tendem a criar as suas teorias sobre as coisas, e tentam enquadrar a realidade nas suas teorias. Se a realidade não bate com a sua teoria, que se dane a realidade. Trata-se, portanto, e antes de mais nada, de uma proclamação de humildade: a realidade está fora do analista, não dentro. O analista deve curvar-se à realidade, e tentar explicá-la, não criá-la. Um exemplo: digamos que certo economista tem a teoria de que a economia brasileira está prestes a deixar a recessão para trás. Apesar de sucessivos dados desmentirem a sua teoria, o economista continua com sua crença, desdenhando os dados concretos, e esperando o triunfo de sua teoria para logo mais.

Mas o que isto tem a ver com o controle das finanças pessoais? Tudo a ver. Assim como os economistas devem render-se à realidade das coisas quando analisam os grandes fatos da macroeconomia, nós também precisamos nos render à realidade das coisas quando analisamos o nosso próprio orçamento. Para que isso seja possível, são necessários três passos:

1. Conhecer o próprio orçamento

2. Aceitar o próprio orçamento

3. Atuar sobre o próprio orçamento

Muitas famílias, por incrível que possa parecer, não andaram sequer o primeiro passo. Não conhecem o próprio orçamento: não sabem quanto ganham, quanto gastam e onde gastam. Confundem salário bruto com salário líquido, fazem compras parceladas achando que, assim, o orçamento aguenta, pegam dívidas que se tornam impagáveis. Tudo isso porque não conhecem o próprio orçamento!

O segundo passo é propriamente a aplicação da máxima “adequatio mentis ad rem”. Uma vez conhecido o próprio orçamento, o indivíduo ou a família devem adequar o seu estilo de vida a este orçamento. É a realidade que bate à porta, e é melhor atender. Muitas famílias vivem acima de suas posses, muitas vezes porque não conhecem o seu orçamento, mas outras porque se recusam a viver dentro da realidade. Adequatio mentis ad rem…

O terceiro passo é mudar esta realidade. Senão no presente, pelo menos no futuro. Atuar sobre o próprio orçamento é, ativamente, adequá-lo aos seus objetivos de vida. Isto significa fazer o dinheiro trabalhar para você, e não o contrário. A este respeito, lembro do primeiro filme da trilogia Matrix (quem não assistiu, recomendo!), em que o protagonista Neo vai, aos poucos, ganhando domínio sobre a realidade que o cerca, até dominá-la completamente. Não me entenda mal: não se trata de mudar a realidade, mas de compreendê-la a tal ponto que tudo se torna possível. Ao ganhar um nível superior de compreensão do próprio orçamento, será possível dominá-lo para que ele trabalhe para os seus sonhos de curto, médio e longo prazos.

E como dar estes três passos? Além de disciplina e auto-controle, é preciso saber o caminho das pedras. Blogs como este podem ajudar, mas claramente não são suficientes. Por isso, mais uma vez, render-se à realidade significa buscar ajuda especializada. Um Planejador Financeiro Pessoal pode ser este profissional que ajudará você nesta caminhada. Se você quiser saber mais, entre em contato conosco usando o formulário de contato no menu acima.

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Planejador Financeiro Pessoal: porque você precisa de um
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Planejador Financeiro Pessoal: porque você precisa de um


Reportagem do jornal Valor Econômico (aqui, para assinantes) mostra as conclusões de três pesquisadores (um deles brasileiro), sobre a eficácia da Educação Financeira sobre os hábitos das pessoas. Trata-se de um artigo que coleta as conclusões de 168 trabalhos sobre o tema, fazendo uma espécie de média entre os resultados, e chegando à conclusão de que praticamente não há correlação entre os esforços de Educação Financeira e mudança efetiva de hábitos.

Para não ser totalmente negativo, existem algumas exceções. Por exemplo, uma hora de educação financeira logo antes de uma tomada de decisão é tão eficiente quanto 12 horas de educação financeira a 10 meses da decisão a ser tomada. Ou seja, se você tomar uma “carga” de educação financeira logo antes de tomar uma decisão, a chance de sucesso aumenta bastante.

Isso parece bastante desanimador para sites como este, que pretendem disseminar a educação financeira para todos. Minha experiência, nesses mais de 5 anos neste blog, é de que as pessoas precisam de informações “tailor made”, feitas para o seu caso específico. Respondo a uma média de duas perguntas por dia (na área de comentários e no formulário de contato) sobre os mais diversos assuntos abordados no blog. Na grande maioria dos casos, não me arrisco a responder, simplesmente por não conhecer a situação particular de quem pergunta. Os meus artigos são genéricos, conceituais, para iniciar os leitores em algumas noções básicas sobre finanças pessoais. Mas reconheço que a aplicação prática requer algo mais.

E este “algo mais” vai muito além dos detalhes sobre situação tributária do investidor, taxas, preços, rentabilidades e todos os outros inúmeros quesitos envolvidos quando tratamos de investimentos. Pois investir por investir não faz o mínimo sentido, se descolado da vida do investidor.

A pergunta que o investidor deve fazer a si mesmo é: “Sou um investidor, ou simplesmente faço investimentos?”.

– Mas, Marcelo, a definição de investidor não é justamente “aquele que faz investimentos”???

Sim, com certeza. Mas esta pergunta é provocativa, justamente com este objetivo: distinguir aquele que faz os investimentos dos investimentos em si. A imensa maioria daqueles que colocam perguntas aqui no blog querem saber dos investimentos em si. Mas para responder a estas perguntas, preciso conhecer o investidor. E, muitas vezes, nem o investidor conhece-se a si mesmo!

É neste ponto que entre a figura do Planejador Financeiro Pessoal. E não estou falando aqui do profissional ligado a bancos, corretoras e family offices, que procuram encaixar o perfil do investidor nos produtos financeiros que têm em suas prateleiras. Refiro-me àquele profissional que é remunerado diretamente pela pessoa que contrata os seus serviços. Trata-se de um profissional fortemente reconhecido nos EUA e Europa, mas ainda muito raro no Brasil.

O Planejador Financeiro Pessoal foca no investidor, não nos investimentos. Inclusive, desta maneira, pode transformar devedores em investidores! Ao trocar o foco, a vida do investidor passa a ter prioridade sobre os investimentos, que devem se subordinar aos sonhos e objetivos do investidor. Assim, troca-se o “quero 110% do CDI” por “quero viajar no ano que vem para a Austrália” ou “quero fazer uma poupança para pagar a universidade do meu filho”. Os investimentos passam a ter uma intenção, o que faz toda a diferença.

Além disso, ao colocar luz sobre o investidor, o Planejador Financeiro Pessoal ajudará a descobrir as suas reais necessidades, que podem estar muito além do investimento em si. De repente (e isso acontece!), o investidor se dá conta de que está economizando demais e vivendo de menos! E consegue gastar mais sem culpa, pois tem o respaldo de um profissional para isso.

Por fim, investir com intencionalidade significa investir sempre. O investidor deixa de ser refém do último boato, da última crise, da dica do momento. Faz os seus investimentos com paz de espírito, pois sabe onde quer chegar!

O trabalho do verdadeiro Planejador Financeiro Pessoal, no entanto, vai muito além dos investimentos. Trata-se de ajudar o cliente a desenvolver um Plano de Vida, respaldado em um Planejamento Financeiro. E, como todo planejamento, envolve um trabalho conjunto, em que Planejador e Cliente trabalham e interagem, em uma parceria que liberta o cliente do seu passado, preparando-o para um futuro em que a preocupação com o dinheiro cede espaço para a ocupação com os seus objetivos de vida. O dinheiro passa a trabalhar para a sua vida, e não o inverso.

Para que este objetivo maior seja atingido, é preciso “descer à Terra”, e cuidar dos pequenos hábitos que, repetidos com perseverança, trarão frutos no longo prazo. O desenvolvimento desses hábitos financeiros saudáveis é também um objetivo importante do trabalho do Planejador Financeiro Pessoal, que muito dificilmente pode ser substituído por leituras ou cursos. Quando queremos melhorar nossa forma física, podemos tentar fazer exercícios sozinhos, ou podemos contratar um Personal Trainer. Além de orientar os exercícios de maneira a evitar contusões, o Personal Trainer ajuda também na perseverança no hábito. O Planejador Financeiro Pessoal tem também este papel.

Depois de 5 anos de blog, cheguei à conclusão de que, para realmente ajudar as pessoas, deveria converter-me em um verdadeiro Planejador Financeiro Pessoal. Para isso, depois de extensa pesquisa, resolvi juntar-me à Life Finanças Pessoais, uma empresa que comunga exatamente das ideias expostas acima e que, de alguma maneira, estão espalhadas em vários artigos no blog.

Se você se identifica com essas ideias, entre em contato conosco, através do e-mail: marcelo.guterman@lifefp.com.br. Terei imensa satisfação em explicar melhor o trabalho do Planejador Life, e como podemos ajudá-lo a alcançar Qualidade de Vida através do Planejamento Financeiro Pessoal.

E, claro, o blog continua! Afinal, também adoro escrever!

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Vale a pena resgatar do PGBL e aplicar no Tesouro Direto?
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Vale a pena resgatar do PGBL e aplicar no Tesouro Direto?


O leitor Pedro Cavalcante faz uma pergunta muito interessante, e que pode ser a dúvida de muitos outros:

Tenho planos de previdencia privada PGBL em tabela regressiva que ja chegaram a taxação de 10%. Devo sacar tudo de uma vez para aplicar em investimentos mais rentáveis?

É público e notório que os PGBLs são mais caros que outras alternativas de investimento. Este custo maior é, algumas vezes, compensado pelas vantagens fiscais do produto. Mas o caso do Pedro é diferente: ele já está em um PGBL maduro, com alíquota de 10% no regime regressivo, e pergunta se vale a pena migrar para um investimento mais rentável.

A resposta, como sempre, é: depende. Quanto mais rentável precisa ser o outro investimento para compensar o imposto menor do PGBL? Vejamos um exemplo: digamos que você tenha R$ 100 no PGBL, e vai ficar aplicado por mais um ano, a uma taxa de 10% ao ano, bruto de imposto. Se você continuar no PGBL, vai ter R$ 110 daqui a um ano, e, ao resgatar, ficará com 90% disso, ou R$ 99. No Tesouro Direto, você aplica R$ 90 hoje, e vai ter, antes da cobrança do IR, R$ 99. Portanto, o mesmo montante do PGBL. Só que você precisa ainda pagar o IR sobre o rendimento, na alíquota de 20% (você ficou um ano aplicado). Portanto, seu saldo líquido será de R$ 97,20. Uma diferença de 1,85% em um ano. Assim, a sua aplicação no Tesouro Direto deve render 1,85% a mais ao ano, só para compensar o imposto adicional que você paga nesta aplicação. Esta conta melhora em favor do Tesouro Direto se você ficar aplicado por dois anos, pois a alíquota cai para 15%, mas mesmo assim a diferença não é pequena (neste caso, cai para 1,38%).

Isto acontece porque o imposto do PGBL você paga de qualquer maneira, ficando ou indo embora, mas o imposto do Tesouro Direto você paga somente se decidir fazer a migração. Assim, fazendo a migração, você paga imposto duas vezes: no PGBL e no Tesouro Direto. Assim, só vale a pena fazer a migração se a rentabilidade da outra aplicação for suficientemente superior para compensar esta diferença.

E se isso é verdade para alíquota de 10%, é mais verdade ainda para alíquotas superiores. Pois, além de valer o que foi descrito acima, quanto mais tempo o investidor fica no PGBL, menor a alíquota que terá ao longo do tempo. Assim, se você acabou de investir no PGBL, migrar para outra aplicação significa pagar 35% de IR, e depois pagar adicionalmente o IR do Tesouro Direto. Se você esperar 2 anos, a alíquota do PGBL cai para 30%. Portanto, você ganhou 5% de rendimento adicional nestes dois anos, o que deveria ser compensado pela rentabilidade superior do Tesouro Direto neste período, além do IR sobre os rendimentos do Tesouro Direto já vistos acima.

Então, a conclusão é clara: uma vez que você já está investido no PGBL, o Tesouro Direto somente será melhor se render o suficiente para compensar o ganho fiscal do PGBL. Neste link, você encontrará uma tabela que mostra quanto o Tesouro Direto precisa render a mais que o PGBL, ao ano, para compensar o benefício fiscal, para vários cenários de tempo de aplicação e resgate.

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Como limpar o seu nome na praça
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Como limpar o seu nome na praça


Guest post por Micael Teixeira, do site Quero Limpar Meu Nome

Nem preciso dizer que ficar com o nome sujo na praça é uma desgraça! Você fica impedido de fazer várias operações comerciais, tais como abertura de crédito em instituições financeiras, financiamentos, abertura de conta corrente, empréstimos e realização de compras a prazo, entre outros. Por haver alto risco de não pagar uma nova dívida, os estabelecimentos não aprovam a operação. Mais adiante lhe mostraremos passos assertivos para limpar o nome sujo na praça.

Segundo estudo realizado pela Serasa Experian, o público com maior incidência de endividamento é o da faixa etária de 26 a 30 anos. Mas se avaliarmos a figura abaixo, concluiremos que consumidores dos 18 aos 40 anos de idade estão entre os mais endividados.

Serasa

Fonte: Serasa Experian

Por isso tantas operações de crédito são canceladas ou não são aprovadas para este público mais jovem, justamente pelo alto risco já comprovado em estudo (e os bancos sabem disso!).

Podemos citar os seguintes motivos que normalmente levam à inadimplência: má administração financeira, não possuir reserva financeira, divórcio, doença, desemprego, estilo de vida esbanjador, falta de educação financeira, compulsão em comprar, vícios e educação herdada dos pais.

Citamos acima 10 motivos que levam as pessoas a ficarem com o nome sujo, mas o primeiro lugar fica para a má administração financeira, por que as pessoas em sua maioria não controlam seus gastos, e não observam o que está acontecendo com o seu dinheiro. Por não haver administração, controle e acompanhamento em suas finanças acabam entrando em dívidas.

Na próxima seção, veremos o que não fazer para limpar o seu nome na praça, porque existem muitas armadilhas e golpes com promessas de limpar o nome no SPC e Serasa sem pagar a dívida, ou pedem alguma quantia apenas para retirar seu nome dos órgãos de proteção sem precisar fazer mais nada, mas tudo não passa de uma grande mentira e um esquema fraudulento. Também lhe mostraremos o que fazer, quais as atitudes certas, os recursos e dicas.

Saiba que nunca é tarde para começar novos hábitos em sua vida financeira, e queremos que você, que está com o nome sujo, tome uma atitude a partir de hoje.

 

O que não fazer para limpar o nome na praça

Existem golpistas que prometem limpar o nome do consumidor sem que ele pague a dívida. Estes criminosos cobram um valor do cidadão para retirar o nome do cadastro de inadimplentes, mas o que realmente estão fazendo é enganar e roubar.

ladrão

Fonte: FreeDigitalPhotos

Estes golpistas divulgam os seus serviços falsos através de panfletos e até mesmo através de sites. Portanto tome muito cuidado com certas promessas como, por exemplo, retirar o nome do SPC sem pagar a dívida, saiba que isto não existe.

Estes criminosos se aproveitam do desespero dos consumidores para ganharem dinheiro fácil e cobram pelo serviço antes da solução. Em alguns exemplos que vemos em sites e panfletos, alguns cobram entre R$ 300,00 e R$ 650,00 para retirar o nome do consumidor negativado do cadastro de inadimplentes.

A realidade é que “não existe mágica”!

Existem três formas assertivas:

  • Pagamento da dívida
  • Renegociação
  • Dívida prescrita (quando ultrapassa cinco anos)

Após cinco anos o nome do endividado sai do cadastro mesmo que ele não pague a dívida. Mas, durante este tempo, terá muitas dificuldades para adquirir bens, fora outros problemas causados pela dívida.

Cuidado com os “agiotas”, não recorra a empréstimos nesta modalidade, pois chegam a cobrar juros de 15% a 20% ao mês, e isto sem dúvida no final sairá dezenas de vezes mais caro do que uma renegociação. Se você não conseguir pagar, eles tomam seus bens para pagamento da dívida.

 

O que fazer para limpar o nome na praça

Agora veremos o que fazer para limpar o nome de forma honesta, correta e assertiva. Os passos a seguir não são difíceis, mas requerem esforço e vontade vencer. Saiba que com estes passos você estará adquirindo bons hábitos em sua vida financeira.

 

Negocie a dívida

Procure o credor se você já tem em mente algum acordo a propor com o mesmo. É recomendável que você já tenha em mãos o quanto pode pagar, se há motivos que o levaram a ficar endividado, como, por exemplo, doença, desemprego, morte, acidente, entre outros. Leve documentos que comprovem o fato. Isto poderá ajudar na negociação e conseguir um bom acordo.

negociação

Fonte: FreeDigitalPhotos

Não é obrigatório que você aceite a primeira proposta. Pense, analise e planeje-se, pois em muitos casos a negociação é realizada com ótimos descontos e se o credor sentir que o endividado está disposto a pagar, ele poderá fazer boas propostas. Procure o quanto antes negociar, entrando em contato através de número de telefone 0800 do estabelecimento. Se não houver, procure o telefone, site, o endereço mais próximo para uma negociação pessoalmente.

 

Corte Gastos que não lhe farão falta

Identifique os “excessos” além dos gastos essenciais. Veja o que é supérfluo, tomando por base a sua real necessidade: tempo de chuveiro, troca de alguns produtos por similares mais baratos, mas com qualidade semelhante, e que mudam apenas a marca. Nem tudo que é barato é ruim, existem produtos bons e baratos, pesquise.

Ao fazer compras, vá com uma lista, pois assim você já estará indo com um planejamento do que irá comprar e economizará deixando de comprar coisas por impulso.

 

Renda Extra

Veja o que você pode fazer para ter um ganho extra, de modo que lhe ajude a pagar as dívidas. Tome cuidado com a qualidade de vida, porque muitas pessoas, na busca incessante por mais dinheiro, se esquecem da qualidade de vida, dormindo pouco, descansando menos e trabalhando mais do que podem, sem ter tempo para si mesmo a para a família.

 

Venda bens que não são mais utilizados para ajudar a limpar o nome

Talvez exista algum bem material que pode ser vendido para ajudar na quitação de uma dívida, desde que não lhe faça falta, ou não seja algo de real necessidade. Os sites www.bomnegocio.com e www.olx.com.br são excelentes canais de divulgação gratuita para a venda de qualquer coisa.

Não venda para um topa tudo ou casa de usados, porque lhe pagam muito menos do que vale. Venda para alguém de seu conhecimento ou anuncie em sites classificados como os descritos acima, e pode ter certeza de que pessoas farão contato para compra. Funciona!

 

Mude seus hábitos

Aproveite esta fase para mudar seus hábitos financeiros. Torne esta etapa um aprendizado, corte limites de cheque especial ou cartão de crédito, que são armadilhas do envidamento. Existem pessoas com mais de dez cartões de crédito; quantos você tem? O recomendável é, no máximo, dois cartões, e que o limite dos dois juntos não ultrapasse 50% de sua renda.

Leia sobre organização financeira, assista palestras, procure aprender sobre investimentos e isto só te fará bem!

Não é fácil mudar o estilo de vida financeiro para melhor, mas também não é impossível. Esperamos que as dicas aqui apresentadas lhe ajudem muito. E se você quiser aprender mais sobre como limpar o nome e sair das dívidas veja mais dicas em www.querolimparmeunome.com.

 

Título de Capitalização x Mega-Sena: o que é melhor?
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Título de Capitalização x Mega-Sena: o que é melhor?


O Valor Econômico traz hoje uma reportagem (“Experança x Racionalidade”, para assinantes) sobre os famigerados Títulos de Capitalização. Famigerados porque 10 em cada 10 educadores financeiros condenam essa modalidade de “investimento”. Não é o que parece pensar o investidor médio brasileiro. Segundo a reportagem, nos dois primeiros meses do ano, ao mesmo tempo em que a Caderneta de Poupança perdia R$ 11,8 bilhões, os Títulos de Capitalização captavam R$ 0,5 bilhão.

Duas são as vantagens dos Títulos de Capitalização, segundo seus defensores: a poupança forçada e a chance de ganhar prêmios.

A poupança forçada, de fato, é uma vantagem. São poucas as pessoas que têm disciplina suficiente para poupar. Mas esta não é a única forma de se forçar a poupar. Há outras, como o consórcio e o débito automático em conta. Será que é a mais barata? Esta questão nos leva ao segundo ponto.

Os Títulos de Capitalização distribuem prêmios. Estes prêmios substituem, para alguns investidores, a rentabilidade do investimento. Em outras palavras, a chance de ganhar o prêmio compensaria a rentabilidade mais baixa. Na verdade, mais do que compensaria, pois senão não estariam investindo.

Vejamos um exemplo simples, extraído do site do Itaú: o SuperPic ItaúClass. Neste Título de Capitalização, há uma aplicação inicial no valor de R$1.000, e que dá a chance de ganhar R$ 100 mil em sorteios quinzenais nos próximos 4 anos, além de prêmios únicos nos valores de R$500 mil, R$1 milhão, R$1,5 milhão e R$ 2 milhões. No final deste período, recebe-se de volta 78,7% do principal, corrigido pela Poupança (TR+0,5% ao mês). Considerando-se uma TR de 1,5% ao ano, teríamos um rendimento de aproximadamente 4,9% ao final desse período de 4 anos, já líquido do IR de 20%. O cálculo é o seguinte:

  • TR+0,5% ao mês = (1,015^4)*(1,005^48)-1 = 34,8%
  • Atualizando os 78,7% do principal: 78,7*1,348 = 106,1
  • Descontando-se 20% de IR: 106,1 – (106,1-100)*(0,2) = 104,9 ou rendimento final de 4,9%

Não temos um título prefixado no Tesouro Direto com vencimento para daqui a 4 anos. Temos uma LTN com vencimento em 1/1/2018, e que está pagando 13,09%, e outra com vencimento em 1/1/2021, que está pagando 12,67%. Interpolando estes dois vencimentos, chegamos a uma taxa de 12,85%. Esta LTN renderia, também líquido de IR, aproximadamente 53%. O cálculo é o seguinte: ((1,1285)^4-1)*0,85 = 52,9%

Portanto, na cabeça desses investidores, a chance de ganhar, digamos, R$ 2 milhões, mais do que compensaria a perda de (52,9% – 4,9%)*R$ 1.000 = R$ 480. Este é o custo da aposta.

Os economistas modelam o comportamento dos investidores através da chamada “função utilidade”. A função utilidade de um determinado indivíduo nada mais é do que como esse indivíduo pondera os diversos possíveis resultados de um determinado investimento. Assim, investidores que não toleram perder o rendimento de R$ 480, dão mais peso a esta perda do que os investidores que compram Títulos de Capitalização. Estes, por outro lado, dão muito mais peso, mais valor, para a chance de serem sorteados do que para a perda dos R$ 480. Não há certo ou errado, cada indivíduo é único, e tem a sua própria função utilidade. É como diz o velho ditado: “cada um sabe onde aperta o seu calo”.

– Então, Dr. Money, se não há certo ou errado, investir em Títulos de Capitalização não é tão ruim assim, certo?

Calma. Vimos que a escolha entre uma modalidade padrão de investimento e outra que oferece prêmios depende da função utilidade do indivíduo, e portanto não há certo ou errado. Ocorre que o Título de Capitalização não é a única forma de implementar a estratégia de “juros + sorteios”. Podemos fazer o mesmo investindo em uma modalidade padrão de investimento e, ao mesmo tempo, jogando na Mega-Sena. Esta combinação “juros + sorteios” pode ser comparada com o Título de Capitalização. O que precisamos verificar agora, então, é se investir no Título de Capitalização é mais barato ou mais caro do que simplesmente investir em uma LTN do Tesouro Direto e jogar na Mega-Sena.

Para fazer este cálculo, precisamos saber quanto custa apostar na Mega-Sena, ajustado pelo mesma probabilidade de ser sorteado, e comparar com os R$ 480 que custaram a aposta no Título de Capitalização.

O SuperPic do Itaú (e, pelo que pude verificar, o mesmo mecanismo é utilizado por todos os outros bancos) confere quatro números aleatórios entre zero e 999.999 para cada Título. Assim, a chance de ser sorteado é de 1 em 250.000. Cada aposta custa, então, R$480/96, ou R$ 5,00 (são 92 sorteios quinzenais + 4 sorteios especiais). A esperança matemática do prêmio a ser ganho é de:

(92*R$ 100 mil+R$500 mil+R$1 milhão+R$1,5 milhão+R$2 milhões)/96/250.000 = R$ 0,59.

Ou seja, você joga R$ 5,00 na esperança de ganhar R$ 0,59 por sorteio

A Mega-Sena distribui prêmios para quadras, quinas e senas. Para uma aposta no valor de R$ 5,00, a chance de ganhar a sena é de 1 em 25.031.930, a quina é de 1 em 77.259 e a quadra é de 1 em 1.166. Estas probabilidades estão no site da Mega-Sena. O prêmio médio pago pela sena nos últimos 20 sorteios da Mega-Sena (até o concurso 1674 de 18/04/2015) foi de R$ 6.576.564, pela quina foi de R$ 22.877, e pela quadra foi de R$ 489. A esperança matemática do prêmio a ser ganho, portanto, é de:

R$ 6.576.564/25.031.930 + R$ 22.877/77.259 + R$ 489/1.166 = R$ 0,98.

Ou seja, na Mega-Sena você joga R$ 5,00 na esperança de ganhar R$ 0,98 por sorteio.

Nenhum desses dois cálculos é exato, pois há probabilidades condicionais envolvidas. Por exemplo, quando você ganha o SuperPic, não tem direito a continuar concorrendo. Na Mega-Sena, por outro lado, quando você ganha a sena, você ganha ao mesmo tempo a quina e a quadra, de modo que as probabilidades condicionais são um pouco diferentes das apresentadas. No entanto, a diferença da esperança matemática entre essas duas modalidades de loteria é suficientemente gritante para proclamar a Mega-Sena vencedora.

Note que eu disse “modalidades de loteria”, e não “modalidades de investimento”. O Título de Capitalização é uma forma de jogar na loteria periodicamente, sem falhar. Não se trata de uma poupança forçada, mas de uma aposta forçada. Na Mega-Sena, você pode decidir se vai apostar ou não a cada concurso. No Título de Capitalização, uma vez que você comprou, as apostas estão garantidas pelo tempo de duração do Título.

Nada contra apostar na loteria. Mas, como vimos, se você gosta de apostas, jogue na Mega-Sena. É mais barato.

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Fundos x Tesouro Direto x VGBL: o que é melhor?
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Fundos x Tesouro Direto x VGBL: o que é melhor?


O leitor Leonel manda-me uma questão bastante pertinente:

Dr. Money,
Fiz uma aplicação de mais de R$ 400 mil no Brasilprev (taxa de administração de 1% – plano VGBL-RF – Regime tributário: Regressiva Definitiva) – tenho 68 anos, já estou aposentado, porem era um dinheiro que não pretendia usar por algum tempo.
Será que fiz um bom negocio?

A questão do Leonel envolve alguns aspectos importantes. Em primeiro lugar, o VGBL tem tributação regressiva. Ou seja, o IR é cobrado nas alíquotas de 35%, 30%, etc, até 10%, depois de 10 anos de aplicação. Se fosse na tributação progressiva, não seria possível responder à questão, pois a tributação é levada para a declaração anual, e a rentabilidade final dependerá de outros fatores, como a renda do investidor, os abatimentos, etc.

Em segundo lugar, é preciso comparar laranjas com laranjas. Assim, vamos considerar que a taxa de administração de 1% é a mesma para os três tipos de investimentos que vamos comparar. Isso nem sempre é verdade. Por exemplo, é muito comum que exista uma taxa de carregamento no VGBL. Ou seja, uma cobrança inicial, que afeta bastante a rentabilidade final do investidor. Assim como, de maneira geral, os custos do Tesouro Direto são menores do que os custos dos Fundos de Investimento e dos VGBLs. Em compensação, o Tesouro Direto tem alguma burocracia adicional. Para efeito de comparação, consideraremos a mesma taxa para os três tipos de investimento. Veremos depois que será possível calcular qual seria a diferença de taxa de administração aceitável entre esses diferentes tipos de investimento.

Um outro ponto importante para a comparação é que a rentabilidade dos investimentos antes da cobrança de despesas e impostos deve ser a mesma. Essa premissa é óbvia, e considera que o investidor está disposto a assumir um certo risco para obter um certo retorno, independentemente do instrumento utilizado. A forma mais fácil é considerar que os três renderão CDI. Portanto, estamos considerando um Fundo DI, um VGBL DI e uma LFT, no caso do Tesouro Direto.

Considerando, então, que temos as mesmas despesas e a mesma rentabilidade antes de impostos e despesas, a diferença se dá na tributação. Vejamos então como é a tributação desses três tipos de investimento:

Fundos e LFT: alíquotas de 22,5% até 6 meses, 20% até 1 ano, 17,5% até 18 meses e 15% a partir de 2 anos.

VGBL: alíquotas de 35% até 2 anos, 30% até 4 anos, 25% até 6 anos, 20% até 8 anos, 15% até 10 anos e 10% para mais de 10 anos de aplicação

Na figura a seguir, vamos ver o resultado para o Leonel, considerando taxa de juros de 12,75% ao ano, que é a SELIC atual (se você não conseguir enxergar os números, basta clicar na figura):

 

As três últimas colunas trazem a informação mais importante: que aplicação é a melhor. Para um semestre, tanto faz Fundo ou LFT, mas ambos são bem superiores ao VGBL (quase 1,5% ao ano de vantagem). Essa vantagem de ambos os investimentos sobre o PGBL vai aumentando até o terceiro semestre. A partir do quarto, começa a diminuir. Contra o Fundo de Investimento, o VGBL passa a ganhar a partir do 14o semestre, e contra a LFT, o VGBL somente começa a ganhar a partir do vigésimo semestre. Entre LFT e Fundo, a LFT é sempre vantajosa, pois não tem come-cotas. Este é o custo que você paga para não ter que enfrentar a burocracia do Tesouro Direto.

Respondendo ao Leonel: o VGBL só vale a pena, no mínimo, depois de 7 anos contra o Fundo de Investimento e depois de 10 anos contra a LFT. Como, provavelmente, você não estava pensando em ficar todo este tempo, talvez houvesse outras aplicações melhores. Sempre ressalvando que pode haver diferença de taxas e custos entre as diferentes modalidades, o que poderia mudar a conclusão.

Se você quiser a planilha acima para fazer suas próprias simulações, clique aqui.

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A Petrobras e o seu FGTS
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A Petrobras e o seu FGTS


A Petrobras foi rebaixada pela Moody’s. Agora, o “orgulho nacional” voltou a ser junk bond. Não vou aqui entrar no mérito da decisão. O ponto é que a Petrobras atravessa a pior crise de sua longa história.

Para aqueles que optaram por aplicar o seu FGTS em ações da empresa, fica a pergunta: foi um bom negócio? Vejamos.

A primeira oportunidade para o trabalhador aportar recursos na Petrobrás foi em 17/08/2000, ainda no governo FHC. Naquele dia, Petrobras ON valia, a preços de hoje, R$ 3,96. Hoje, Petro ON fechou a R$ 9,30. Portanto, uma valorização de 135% no período, ou aproximadamente 6,1% ao ano. Se este mesmo dinheiro permanecesse dormindo no FGTS, teria rendido TR+3%, o que equivaleria a 96% neste mesmo período. Ou seja, quem aplicou em Petro ON no ano 2000, ganhou aproximadamente 20% a mais do que se tivesse deixado o dinheiro no FGTS. Ou, em outras palavras, Petro ON deveria cair mais 20% para empatar com o FGTS. Bom negócio, apesar de tudo.

Mas a história não para por aqui. Lembra-se da capitalização de 2010? Foi em 30/09/2010, quando Petro ON valia R$ 27,04. Este foi o preço pago por aqueles que decidiram entrar nesta segunda capitalização (a maior do capitalismo mundial de todos os tempos, segundo Lula). O investidor tinha direito a comprar aproximadamente 32,7% do montante em ações já detidas. Então, digamos que você tivesse investido R$ 1.000 em 17/08/2000. Você teria em 30/09/2010 um montante de R$ 6.820. Teria, portanto, direito a subscrever cerca de R$ 2.230 em novas ações de Petro ON.

Se você tivesse deixado o seu dinheiro descansando no FGTS, ele teria rendido cerca de 17%, e os R$ 2.230 teriam se transformado em R$ 2.615. Mas você se deixou seduzir pelo canto da sereia da maior capitalização do universo, e perdeu cerca de 66% deste valor. Portanto, os seus R$ 2.230 se transformaram em cerca de R$ 767. Então, acompanhe comigo:

  • R$ 1.000 investidos em 17/08/2000 se transformaram em R$ 2.348 hoje, contra R$ 1.955 no FGTS. Ganho de R$ 393.
  • R$ 2.230 investidos em 30/09/2010 se transformaram em R$ 767 hoje, contra R$ 2.615 no FGTS. Perda de R$ 1.848.
  • Portanto, você ganhou R$ 393 na primeira parcela da sua capitalização, e perdeu R$ 1.848 na segunda parcela. Um prejuízo total de R$ 1.455 para cada R$ 1.000 investidos no ano 2.000! Um prejuízo líquido!

Por que isso aconteceu? Porque você dobrou a aposta quando a ação estava próxima do pico. O fato do preço da ação estar próxima do pico lhe permitiu empatar muito mais dinheiro nessa segunda compra do que você podia fazê-lo na primeira. Muitos irão fazer as contas com percentuais, e aí o prejuízo não aparece. A conta correta a ser feita é com o dinheiro investido, e a verdade é que você investiu muito mais dinheiro na segunda capitalização do que na primeira. Esta é a triste realidade.

O sonho da Mega-Sena
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O sonho da Mega-Sena


Vai chegando o final do ano, e a febre da “Mega-Sena da Virada” vai tomando conta dos escritórios, dos bares, das famílias: todos querem participar do sonho de tornarem-se milionários da noite para o dia. É delicioso, quase inebriante, ficar imaginando a situação de não mais se preocupar com o dia de amanhã, poder tripudiar sobre o chefe mala, enfim, tudo aquilo que poderíamos fazer com alguns milhões na conta.

Pois é. Não vou aqui entrar no mérito de que se trata de ilusão. Tratei desse assunto em alguns posts: Vale a Pena ser Rico?, Muller e a Teoria do Gás, Quem quer ser milionário?. Quero chamar a sua atenção para outra ilusão: a de que é possível ganhar na mega-sena.

– Ah, mas sempre alguém ganha, né?

Sim, quase sempre alguém ganha. É que estamos lidando com grandes números, e o ser humano tem dificuldade em lidar com grandes números. A esse respeito, recomendo a leitura do post From 1 to 1 million, do excelente site Wait But Why. Neste post, o autor vai agregando fatos com números cada vez maiores, até chegar a um milhão. No entanto, antes de entrarmos no post, vamos voltar para a Mega-Sena.

A chance de um apostador que joga um cartão com 6 dezenas de ganhar a Mega-Sena é de 1 em 50.063.860. Este número é obtido através da fórmula da combinação de 60 números, combinados de 6 em 6: 60!/(54!*6!), onde o ponto de exclamação significa fatorial. Por exemplo, o fatorial de 60 é dado pela seguinte multiplicação: 60*59*58*57*…*3*2*1. Jogar um cartão com 9 dezenas é o equivalente a fazer 84 jogos simples de 6 dezenas, pois a combinação de 9 números tomados 6 a 6 resulta em 84. Assim, a sua chance de ganhar com um cartão de 9 dezenas é de 1 em 595.998, resultado de 50.063.860 dividido por 84. Acho que já deu para entender, né?

Voltemos para o jogo simples de 6 dezenas: uma chance em 50.063.860. No post From 1 to 1 million citado acima, o autor coloca um quadro com 1 milhão de pequenos pontos. Veja a seguir (te encontro lá embaixo):

Million-Dots-one-red3

 

É ponto que não acaba mais. O autor do artigo desafia o leitor a encontrar um ponto vermelho no meio de todos esses 1 milhão de pontos. É simplesmente impossível. Pois é: a sua chance de ganhar na Mega-Sena com um único cartão é 50 vezes menor do que você encontrar o ponto vermelho.

No livro As Maravilhas da Matemática (infelizmente, uma obra-prima pouco editada), Malba Tahan descreve a incompreensão do ser humano diante do milhão no capítulo O Milhão, Seu Retrato e Seu Prestígio. Neste texto, o autor descreve a sugestão de um naturalista inglês de montar, nas praças públicas das grandes cidades, um “retrato do milhão”, que consistiria de 100 grandes quadros brancos, com 10.000 pequenos discos negros em cada um. A uma distância de, no mínimo, 6 metros, os transeuntes teriam uma ideia do que significa 1 milhão. Para aumentar a dramaticidade da coisa, o naturalista sugeria pintar de vermelho 3.500 dos pequenos discos em um dos quadro centrais, que representariam todas as estrelas do céu em uma noite bem clara. Aqueles pontos desapareceriam diante do portentoso milhão.

– Mas eu posso aumentar as minhas chances jogando mais de um cartão!

Sem dúvida! Você pode, como vimos, jogar um cartão com 9 números, e assim, aumentar as suas chances para 1 a cada 595.998. Vamos ver a tabela a seguir (arredondando os números)

Dezenas    Chance (1/#)      Preço

6                   50 milhões         R$ 2,50

7                  7,2 milhões         R$ 17,50

8                  1,8 milhões         R$ 70,00

9                  600 mil                 R$ 210,00

10                240 mil                 R$ 525,00

11                110 mil                  R$ 1.155,00

12                54 mil                    R$ 2.310,00

13               29 mil                     R$ 4.290,00

14               16,7 mil                  R$ 7.507,50

15               10 mil                     R$ 12.512,50

Vamos dizer que você esteja disposto a colocar R$ 12,5 mil em uma aposta. Sua chance passou a ser de 1 em apenas 10.000! Parece fácil, não? Faça então uma experiência mental: peça a um amigo que pense em um número de 1 a 10.000. Tente adivinhar o número que ele pensou. Acertou? Não? Tente de novo. E de novo. Quantas tentativas você precisará para acertar o número? (claro que seu amigo vai pensar um número diferente a cada rodada). Pois é: a chance de você acertar o número que seu amigo pensou é a mesma de você ganhar na Mega-Sena apostando R$ 12,5 mil.

Digamos, no entanto, que você já seja um milionário, e consiga jogar todos as 60 dezenas, de modo que você tem certeza de que vai ganhar. Quanto custaria essa aposta? A bagatela de R$ 125.159.650 (R$ 2,50 multiplicado por 50 milhões). Ocorre que, normalmente, o prêmio é menor do que este valor. A exceção é a Mega Sena da Virada. Ano passado, o prêmio passou de R$ 200 milhões. Mas, mesmo assim, você precisa ganhar sozinho, senão sai no prejuízo. E que prejuízo! Claro, sem contar com a dificuldade de levantar essa grana toda para apostar na loteria.

Interessante é notar como a mente humana trabalha com a probabilidade de ganhar e com a probabilidade de perder. Por exemplo, quem não tem medo de voar de avião não considera que a chance de estar em um avião que vai cair é de 1 em 11 milhões. Ou seja, o mesmo sujeito que aposta na Mega-Sena achando que tem chance de ganhar, voa de avião achando que não tem chance de perder. O ser humano é otimista por natureza.

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O Ciclo ECCCA do Consumo
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O Ciclo ECCCA do Consumo


O ser humano é um animal insatisfeito. É da sua natureza querer sempre mais. Uma vez atingido um determinado padrão de vida, sempre queremos o degrau seguinte. Queremos um carro melhor, uma casa melhor, viajar para lugares mais interessentes, etc. Isso vale para qualquer um, dos mais pobres aos bilionários. Sim, os bilionários também estão atrás do próximo patamar, razão pela qual continuam trabalhando. Mas voltemos ao mundo dos pobres mortais, o nosso mundo.

Essa lógica é agravada por um fato muito triste: as coisas envelhecem. E não envelhecem somente do ponto de vista físico. Há também um envelhecimento do ponto de vista psicológico. É o que chamo de Ciclo ECCCA do Consumo, que podemos ver na figura a seguir:

Ciclo do Consumo - ECCCA

A compra de uma mercadoria, uma vez realizada, costuma ser acompanhada de Euforia, um estado de espírito que leva a pessoa a não pensar em outra coisa a não ser naquilo. A Euforia é seguida da Curtição, em que a mercadoria é objeto de uma contemplação mais serena. Nesta fase, a mercadoria ainda é o centro do pensamento, mas sem aquela sensação que, dizem, só experimenta quem usa drogas. Depois vem a fase do Costume. É uma fase longa, que pode durar meses ou até anos, dependendo da natureza da mercadoria. Nessa fase, a mercadoria vai, aos poucos, perdendo o seu brilho, e começa a fazer parte da paisagem. E aí, sem você perceber exatamente quando, ocorre a migração para fase de Cansaço. Nessa fase, você começa a pensar em trocar de mercadoria. Comprar outra nova, diferente, mais moderna. Esta sensação vai se agravando, até chegar na fase derradeira (se você não trocou a mercadoria antes): a fase do Asco. Nesta última fase, você simplesmente não consegue usar mais a mercadoria, não consegue sequer olhá-la. Ao chegar aqui, o pobre ser humano não tem escolha: PRECISA comprar outra mercadoria, sob pena de não conseguir sobreviver a esse estado de coisas. É nessa fase que ocorrem os endividamentos impagáveis, pois há uma força maior: a insatisfação vital.

Se você se identificou com esse ciclo, saiba que não está só: isto acontece, em diferentes nuances, com todos. Como lidar com o Ciclo ECCCA? Uma maneira é distinguir claramente o que é Essencial, o que é Necessário, e o que é Supérfluo. No artigo o Essencial, o Necessário e o Supérfluo eu desenvolvo este tema. A pergunta que deve ser respondida de maneira honesta é: posso viver sem isso? Em 99% das vezes, a resposta honesta será sim.

Mas a fase do Asco é praticamente insuportável. Simplesmente dizer “posso viver sem isso” pode ser impossível para pobres mortais que não têm treinamento em levitação e meditação transcedental. Um outro truque, então, é mudar, de alguma maneira, aquilo que está causando Asco. Por exemplo, se estamos falando de um carro, equipá-lo com alguns opcionais bacanas será mais barato do que trocá-lo. Em casa, aquele sofá velho pode assumir ares de novo se for reformado, o que costuma ser mais barato do que comprar outro. E se o problema é com o apartamento, uma boa pintura ou a troca do piso pode dar uma sobrevida. Claro, tudo isso considerando que você tem o dinheiro para estes “revamps”. Se você não tiver, talvez seja o caso de tomar algumas aulas de meditação transcedental…

No entanto, talvez a melhor forma de lidar com o Ciclo ECCCA seja tomar consciência de que não há mercadoria que nos satisfaça plenamente. Somos insaciáveis, e sempre vamos querer mais. Pense nisso antes de comprar aquela mercadoria que é o seu “sonho de consumo”.

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Vale a pena ser rico?
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Vale a pena ser rico?


Já escrevi neste blog, para espanto de alguns, que não quero ser um milionário. Não vou entrar aqui nos argumentos, quem quiser dá uma olhada lá. O meu ponto de vista é o de uma pessoa que não é milionária. Tropecei em uma resposta do Quora, que é um site de perguntas e respostas, exatamente para esta questão: vale a pena ser rico?  E a resposta é de alguém que, efetivamente, havia se tornado milionária (milionária mesmo, US$ 15 milhões) aos 25 anos de idade. Trata-se de um outro ponto de vista, igualmente interessante. A seguir, faço a tradução da resposta. Boa leitura!

Eu ganhei US$ 15 milhões por volta de 25 anos de idade depois de ter vendido uma startup de tecnologia. Eu conversei com uma porção de gente sobre esta questão, e pensei um montão sobre como permanecer a mesma pessoa que eu era antes de ter feito tanto dinheiro.

Aqui está a minha resposta: ser rico é melhor que não ser, mas não é nem de perto tão bom quanto você imagina ser.

O porque é um pouco mais complicado.

Primeiro, uma das poucas coisas que ser rico te dá é que você não precisa nunca mais se preocupar com grana. Haverá ainda algumas despesas que você não poderá bancar (e que você desejará), mas grande parte das despesas você poderá fazer sem pensar muito no assunto. Isto definitivamente é melhor, sem dúvida.

Ser rico, no entanto, tem algumas desvantagens. A primeira coisa que você está pensando ao ler isto é “ele está chorando de barriga cheia”. Esta é uma das desvantagens. Você não poderá nunca mais reclamar de nada. Uma vez que a maioria das pessoas imagina que ser rico é atingir o nirvana, você não pode mais se permitir ter nenhuma necessidade humana ou frustração. Apesar de você ser ainda um ser humano, grande parte das pessoas não te tratam mais como um.

E aí está a segunda desvantagem. Grande parte das pessoas querem alguma coisa de você, e pode ser difícil descobrir se alguém está sendo legal com você porque simplesmente gosta de você, ou porque quer o seu dinheiro. Se você ainda não for casado, boa sorte ao tentar descobrir (e/ou fique para sempre na dúvida) se o seu/sua parceiro/a gosta de você ou do seu dinheiro.

E tem os amigos e a família. Espero que o seu relacionamento com eles não azede, mas vai ficar mais difícil. Tanto amigos quanto familiares podem se tornar estranhos, e começar a te tratar de maneira diferente. Eles podem te pedir um empréstimo (má ideia: se você der, dê sempre como um presente). Um problema comum é que eles não apreciam os presentes de Natal da mesma forma como gostavam antes, e eles podem ter expectativas irrealistas sobre o valor do presente, e podem ficar decepcionados se o presente não vai ao encontro de suas expectativas. Você começa a tomar decisões para os seus pais sobre o que custa e o que não, e francamente, isso é muito esquisito.

Some tudo isso e você começará a sentir uma certa sensação de isolamento.

Você algumas vezes perde o sono à noite, pensando se você tomou as decisões de investimento corretas, se você vai perder tudo. Sabe aquela sensação de estar no alto de um edifício, aquela sensação de que você pode perder a cabeça a qualquer momento e pular? Algumas vezes você tem a sensação de que pode perder a cabeça e gastar todo o dinheiro de uma vez.

A próxima coisa que você precisa entender sobre dinheiro é isso: todas as coisas que um dia você desejou comprar, valiam a pena somente porque você não conseguia comprá-las (ou tinha que trabalhar realmente pesado para comprá-las). Talvez você esteja de olho em um Audi – uma vez que você consegue comprá-lo facilmente, ele não significa muito para você agora.

Tudo é relativo, e seu poder sobre isso é limitado. Sim, o primeiro mês em que você dirige um Audi, ou janta em um restaurante chique, você realmente gosta. Mas depois você se acostuma. E então você se pega procurando a próxima coisa, o próximo nível. E o problema é que você reviu as suas expectativas, e tudo abaixo daquele nível não consegue te animar mais.

Isso acontece com qualquer um. Pessoas equilibradas podem manter a perspectiva, lutar ativamente contra isso, e permanecer estáveis. Pessoas com menos equilíbrio reclamam disso e começam a se comportar de maneira rude e agressiva. Mas, lembre-se: isso poderia acontecer com você, mesmo que você pense que não. Confie em mim.

A maior parte das pessoas têm a ilusão de que se tivessem mais dinheiro, suas vidas seriam melhores e seriam mais felizes. Então elas ficam ricas, e isso não acontece, levando a uma séria crise existencial.

Se você faz parte da classe média, você pode fazer com a sua vida o que você quiser fazer dela. Se você não está feliz agora, você não ficará feliz com mais dinheiro.

Uma observação final: esse texto tem tudo a ver com a minha Teoria do Gás: os seus gastos sempre tomarão conta de todo o seu orçamento, independentemente do seu tamanho. E você sempre sentirá falta de mais dinheiro, independentemente de quanto você tenha.

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